Blog Abisague
Blog do escritor português Luis Abisague-
Saudade
Publicado em Maio 5th, 2010 Sem comentáriosApenas faltam sete longas horas,
Para de novo eu estar em casa,
No nosso quarto que tanto adoras,
Mas se outrora o tempo tinha asas,
Voando à velocidade da luz
Que ele recebia a partir do sol.
Sem ti, aqui, já nada me seduz
E o tempo tem passo de caracol.
Eu volto, sem vontade de voltar
E vivo, sem vontade de viver
Quando olho o quarto tão vazio assim,
Logo me dá uma vontade de chorar,
Com uma saudade de morrer
Que aumenta mais e mais, dentro de mim.
-
Publicado em Março 29th, 2010 Sem comentários
CORRENTES DE AMOR
Não sabes quanto Eu te quero bem,
Quão importante tu és para mim
É que este amor jamais eu dei um alguém,
Eu sei que não existe amor assim!
E tudo que de mim se desejasse
Minha alma sempre foi mais comedida
Às vezes esperava que parasse
De reclamar as coisas desta vida.
Naquele tempo era tudo conforme
E até ao dia em que me apareceste,
Toda essa dor me parecia enorme!
Agora aqui procuro com ardor
Mostrar-te de que forma me prendeste
Nas mais fortes correntes deste amor!
PORTO DE ABRIGO
Agora são tão longas noites minhas
Que nelas não enxergo uma linda aurora,
Fustiga-me com seus fortes açoites
Esta imensa saudade que devora.
Ao ver aqui o teu lugar vazio
Não tenho mais nada que me acalente.
Meu coração tão só se sente frio
Porque partiste assim, tão de repente.
Preciso dos teus beijos, teus abraços
E do teu corpo pleno de calor.
Volta p’ra mim, dominam-me os cansaços!
Eu quero partilhar contigo Meu Lar,
Dizer-te como é grande o nosso amor,
Fazer de ti o meu porto de abrigo!
A Ilusão
Olho uma montanha além, tão imponente,
E Majestosa, senhora de si
E sinto, quando estou à sua frente,
E quando um olho Altaneira tão assim,
Seu cume Prestes a chegar ao Céu,
Eu penso sempre na melhor maneira
Trespassar de um mundo que é só seu.
Eu sei que essa missão é arrojada,
Talvez se recorrer à escalada
Eu POSSA conquistar algum troféu!
Pobre de mim, tão pobre o sonho meu
De conquistar um vir o infinito,
Poder tocar no céu. Meu pobre mito!
O PAI
É tema para mim tantos versos
Que venho a escrever para ninguém,
Âncora forte em tempos adversos
Razão sustém que deste-me viver
Porto Seguro, sempre a Proteger
Seus filhos das Agruras Desta Vida.
Vive por si, vai morrer por enguias
Se tal lhe for requerida crueza.
E quando mais essa amargura se instala
E não deixa chegar o pão há mesa
Em um lágrimas sós com o seu Deus fala:
- Meu querido Pai, Santo de Israel,
Protege da incerteza meus filhinhos
E deixa ser só eu quem beba o fel!
TEMPO INGRATO
Que ingrato o tempo,
Sempre a contrariar
O nosso pensamento! …
Quando queremos
ande depressa que,
E corra sem parar,
Parece que regressa no tempo
Ao mesmo lugar
Sem qualquer sentimento …
Caminha lento, lentamente,
Docemente, devagar,
Como se mil calvários
Tivesse de Enfrentar!
Mas quando queremos
Que passe devagar
Ele corre, corre sem parar,
E, como brisa suave,
Que correr passa um
Vem-nos abraçar
Praça da nenhum meio
Aqui, ali, em qualquer lugar!
É assim o tempo,
Perdesse num instante,
Ganha-se num momento!
Maroto, maroto sim
Porque estás roto
E não gostas de mim …
Malandro, tremendo!
Ou será que não te entendo?
Não sejas assim,
Não sejas mau para mim!
E neste pensar desmesurado
Eu fico a resmungar, chateado
E a cismar meio vario,
Fazendo disso também o meu calvário!
E envolto neste Desnorte,
Lamento o meu Fadário,
A minha triste sorte!
É que na vida,
Por coisas do diabo,
Parece que estou sempre
Do lado errado e redigo
E maldigo a minha sorte,
Como se fora coisa de perigo
Ou Morte de …
E, afinal,
É dor de umbigo.
Que forte!
UMA NOVA POLITICA
Eu penso que o Comunismo
Se perdeu completamente
E mesmo o socialismo
Em nada lhe é diferente
E até o capitalismo
Um já foi chão que deu uvas,
De mão dada com o fascismo
OS Andam sempre Sanguessugas
Mas ser anarquista, não
Que não interessa um ninguém,
É uma boa ocasião
P’ra se procurar o bem
Mas quando passo em revista
Sistemas ditos normais
Nenhum Já me salta à vista
Porque todos são iguais
Pois eu digo sempre que tal
É verdade nesta insista
Não vejo brotar o trigo
P’ra que a fome não Persista
Por isso, somente resta
Na minha divagação
Dizer que nada nos presta
Como boa solução
Não sendo este o meu fado
Procuro seguir na pista
De um modelo de estado
Que seja mais humanista
Parias OS
Aonde encontrareis carinho, afecto
Ó parias Pessoas que não sois mais.
Buscais ver um oásis no deserto
Mas está seco e vago. Isto é demais!
Perdidos, rejeitados Pela Vida
Vergai-vos uma desventura amarga esta
Envoltos não negror dos enjeitados
Buscai um outro amor, falsa ternura.
Segui de rua em rua, sem ter norte
Olhando lá no céu o passarinho
Que quer mostrar-vos uma realidade
Ai quem vos dera ter uma sorte sua!
Se alguém vos indicar esse caminho,
Um dia encontrareis Felicidade
MEDOS
Se temes Enfrentar sozinho uma vida
Com todo o Aliciante que ela tem,
A tua experiência é pervertida
E são os medos que te retêm ainda.
Eu quero-te dizer que não te entendo,
Se bem que te perceba muito bem.
Eu também tenho os meus onde me prendo,
Os que vão e voltam também que os
Pois eu te digo, são tantos os medos
Que alguns já me roubaram meus sonhos,
Em labirintos mil, cheios de enredos.
Não Temas esses medos que las
Te Pranto em Deixaram os teus olhos,
Enfrenta-os num olhar e segue em frente!
VIVO POR TI
Teres Como é Possível na cabeça
Ainda em Que confusão inútil
Que por motivos fúteis aconteça
Um dia perecer esta paixão
Ela me torna humilde escravo teu
A quem eu sirvo assim, Devotamente,
O Meu Viver que já não é só meu
Por tua vida vive alegremente
Se tal acontecesse qualquer dia
A minha vida agora um renascer
E envolta neste enleio de alegria
Perecer Iria … Por Ti Vivo
Pois descobri que todo o meu viver
Quis Renascer no dia em que te vi
A FORÇA DO AMOR
Com estes olhos tristes, marejados,
Buscando, ansioso, com belas palavras mais,
Te entrego os meus segredos bem guardados
Num coração aonde só tu lavras.
Não queiras essa dor que já senti
E o que ela representa para os dois,
Pois, desde o dia em que te conheci,
Findou o que era antes, depois então …
E agora que vivemos novo tempo,
Que para nós pelo Pai foi reservado
Para Viver momento após momento,
Esqueço todo o resto, toda uma dor
Porque acredito que este nosso fado,
Se canta com uma força do amor.
HISTÓRIA QUE FAZ SENTIDO
Se um dia tu vieres a entender
Ó p’ra mim que é viver com Teu amor,
Entenderás como é fácil viver
Sempre ao teu lado, onde quer que for.
Se sentes segurança Entre as Muralhas
Que à nossa voltam crescem em quadrado,
Até posso entender que, TENDO falhas,
São sempre para nós maior resguardo
É este o meu desejo mais sagrado:
Que toda essa amargura que passei
Seja p’ra nós história, passado
E quando SUSSURRAR no teu ouvido
Que te amo e que p’ra sempre te amarei
É porque a nossa história faz sentido
PALAVRAS COM ASAS
Queria que as palavras asas Fossem
Para voarem cheias de quimeras
Duas E que brilhassem como Brasas
Nas penas dos poetas de outras eras
Que Fossem tão suaves e tão doces,
Como são doces os favos de mel
Fossem E para onde quer que fosses
P’ra expurgar de ti o amargo fel
Em troca ver em sonhos, lindos sonhos
Teus olhos tão risonhos um brilhar
Olvidar E OS DIAS enfadonhos
E por de lado todo essa amargura,
P’ra QUE NÃO POSSA nunca mais voltar
Um nossas vidas, de Ventura plenas.
TEUS PASSOS
Agora eu sei, minha mulher da vida,
Que te amo muito além p’ra não ser meu
E não me deixes nesta dor sentida
Mas vem ouvir o que te vou dizer …
E lado a lado, FAREMOS poemas,
Com Arte pintaremos nossa vida,
E rosas sem espinhos, temas Serão
P’ra toda este ternura desmedida.
Cantemos a mais bela melodia
Que nos ensina a amar em cada dia
E torna a nossa vida tão diferente
E se quiseres dar-me essa alegria
Nós viveremos nesta fantasia
E eu te seguirei eternamente.
A LUA CHEIA
Tu és uma linda flor do meu jardim
Que um dia, sem querer eu encontrei
És rosa, margarida, até jasmim,
Qual Açucena, Lírio nem sei …
Tu és Camélia ou mesmo malmequer
Que pelo imenso vale se estendeu,
Mas podes ser uma flor qualquer outra,
A quem este cativo se rendeu.
Mas se às vezes és um girassol
Que para o astro rei sempre se inclina,
Embaído Eu sigo o mesmo sol
E dentro desse sonho que me enleia,
Em cada rua e em cada esquina
Em ti sinto o brilhar da Lua Cheia
Jóia A MAIOR
Ao contemplar aquele rosto lindo
E ver os seus olhinhos tão brilhantes,
Pareço navegar no espaço infindo,
Por entre mil estrelas Cintilantes.
Se de repente fixo uma bela face,
Eu fico envolto nesse Seu Olhar
Eu sigo numa caravela fatua
A noite de navegar em luar
A tão perfeita sua boca linda,
É cheia de beleza e sedução
E ela é p’ra mim, uma jóia Eleita
Que enfeita este meu pobre coração
E seja pela noite ou pelo dia,
Apenas a seu lado sentia-me.
AGRADECIMENTO
Já vejo em teu olhar O Doce Brilho
Que faz brilhar o mundo à minha volta
E em qualquer caminho dos que Trilho
Uma luz me atrai, me prende, não me solta
E esse olhar me anima, me fascina
E seja p’la manhã, ou noite fria
O seu fulgor me cerca, Ilumina-me
Eu não posso acreditar que não cria.
E Desde o arrebol até a aurora
Percorro sensações que não pensava
E parto errante pelo mundo fora.
Agradecendo a Deus, por num momento
Mudar a vida triste e desregrada,
No maior e mais puro sentimento.
A SAUDADE
Quero falar-te, amor, quero falar
Da dor que me retalha todo o peito
E dessa ânsia de poder estar
Abraçadinho a ti, não nosso leito
Desejo meu, desejo que não vejo
Ser mais real, será que te perdi?
Não pode ser que esse meu desejo
É meu ensejo desde que te vi!
E todo esse calor do teu Regaco
É para mim remédio p’ra curar
A dor que me provoca tal cansaço
Sei que ainda não foi há muito tempo
Que a vida nos levou separar uma
Mas sei que esta saudade é dor infinda.
CADA DIA MAIS TE QUERO
Tu és um doce aurora da manhã
Que um coração refulgir um anima,
Tu és irmã essa almejada Alma
Que brilha no meu sol sempre a sorrir
Ao Gravitar no teu Sol Radioso
Eu sei que estou seguro do perigo
Por isso, para mim o mais valioso
E poder ser o teu melhor amigo
Teus Olhos de pureza transparente
Fizeram maior calor Renascer
Num beijo tão inocente e singelo
E dele brotou nosso grande amor
Intenso, do mais puro e tão ardente
Que sempre te amarei por onde for
Ingratidão
Naquela hora em que Cruzei contigo
Me apaixonei por ti e de repente
Tu me Traíste e agora eu não consigo
Saber porque razão foi diferente …
Dizias nos meus olhos que me amavas
E tanta, tanta vez o repetiste
Que acreditei que aquilo que falavas
Era o amor, mas ele não existe.
Dia após dia, dei-te os meus abraços
É apertei-te forte entre os meus braços,
Quando outros não te davam atenção.
O tempo me mostrou que esse meu sonho
Me trouxe um sofrimento vão, medonho,
Perante essa tamanha ingratidão!
AS SARDAS
As tuas sardas te fazem diferente,
Escondem um sorrir Cândido, leve
Que causam tanta inveja a tanta gente
Que não se compreende nem percebe.
E eu como quando beijava ternamente
Espalhadas pela cara, me senti
Como se fosse um príncipe ELOQUENTE
Que, apaixonado, só te via a ti.
Preguem-me à Cruz em todos os calvários,
Noite após noite, eu sofra meus fadários,
Se algum dia eu puder te esquecer
E venham Marinheiros ou Corsários,
E tempos vis, daqueles mais Precários,
As sardas ATÉ MORRER lembrarei.
LINDA ROSA
Que foi feito de ti, ó linda Rosa,
Diz-me em que vale agora tu estás
Embalas Ainda tu, doce, Formosa,
Aquele coração cheio de paz?
Ainda buscas a paixão perdida,
Ó linda flor que adejas Jardim não,
Esqueces essa dor em ti nascida
FIM Ou vais perpetua-la até ao?
Recolhe o que sonho Rasgou teu céu,
Esquece esse amor louco já perdido
E foge dessa dor que te apar’ceu.
Que tal como o faminto busca o pão
Tu: gritas melhor fora ter morrido
Do que viver tão grande solidão!
DESPEDIDA
Quando a chorar te foste despedir,
Deixaste em mim gravado este poema,
Disseste-me o teu alvo E o teu lema
Depois correste, tinhas que partir.
Nós éramos pequenos p’ra sentir
Tão valioso amor em sua gema
Mas mesmo assim, não cheiro da alfazema,
Sentimos uma amizade a sorrir nos!
E Afago como tranças desse teu cabelo,
Perdido desde o tempo em que sofri
E o teu amor partia num desvelo …
Lágrimas E eu vivo em uma nostalgia,
Que agora, em solidão, eu descobri
Quanto te amei desde o primeiro dia …
CARTA
Há muito tempo quero pôr uma carta
Em tua fadada tão nobre e mão
Mas temo que tanto ela apague e parta
Uma esp’rança que me enche o coração
Mas tenho que findar com esta dor
Pois sinto ser tão grande esta tristeza
Que que ela seja do tamanho de
Maior não é levar-ta, com certeza
Que PODERÁ fazer uma pobre alma
Que nesta solidão não sente calma
E lança nos meus braços esta pena?
Se partilhar uma dor que vive em mim
Talvez eu POSSA ter um dia assim
Um tipo de vivência mais serena.
HORAS TÃO Dolorosas
As tardes vão passando tão chorosas
No meu silêncio. Quietude Estranha!
São horas e mais horas dolorosas,
Sabor amargo, de virtude pobre.
E essa alegria foge e eu finjo bem
Quando de mim se aporta alguma vez
Alguém e atinjo bem nos seus olhos
Inveja talvez por me ver sorrir, ….
Seja lá o que for … Estou bem certo
Que ainda terei muita, muita dor
Se continuo assim de peito aberto.
Se dessas longas horas, mas, Sombrias
Um dia este meu corpo para Liberto,
Então posso viver por longos dias.
SEM VALOR
Olhas p’ra mim, pequeno, sem valor
Talvez por me encontrares assim vestido.
Tu não consegues penetrar na dor
Aonde Rodopio, aqui, perdido.
Mas, afinal, não faz qualquer diferença!
Se apenas sou p’ra ti doce parceiro,
Transforma o pensamento numa crença
E do meu corpo faz teu companheiro.
Se vives no teu sonho - uma fidalguia,
Estou bem certo ainda que, qualquer dia
Eu POSSA ser teu príncipe encantado.
E quando, cavalgando, a ti chegar
Possas Tu te encontrar finalmente
Para vivermos sempre lado a lado.
HORAS DE TRISTEZA
Horas Amargas, de dor e tristeza
Que nos derrubam toda a paciência.
E um e grandes e pequenos a quem for
Dão amargor de enorme transcendência.
Arrastam-nos num sonho, de mãos dadas
Com fatalismo imenso, num vai-vem …
Nesta constelação de horas tão marcadas
Eu não enxergo nada nem ninguém ….
E vivo neste Verão com tanto frio
Frente a um jardim de rosas, tão vazio,
Que só me faz sentir tristeza e dor.
E espero que alguém passe calmamente,
Sorria para mim e que me abrace
E traga algum calor até meu peito!
RECORDAÇÃO
Na tarde desse pardacenta Abril
Aonde a Primavera não chegava,
Corria estrada Fóruns p’lo Cabril,
Por monte e vale, a ver se te encontrava.
E, afinal, tu estavas tão perto …
- Recordas-te? Banhada em tua mágoa,
Ficavas lá, no teu pensar discreto,
Lançando Pensamentos para a água!
Foi nessa hora, sem saber que era o
Eu percebi que tu eras diferente,
E em ti reencontrei a primavera
Quando Lancaste ao sol sorriso ingente!
E da felicidade que sentias
Por entre uma inocência bela e pura,
Com lágrimas, de despedias te de mim
Levando no teu peito essa ternura …
LOUCURA!
Sabes bem, só por ti, não és bonita,
Mas mesmo assim és muito convencida!
E estás constantemente fazer uma fita
Tantos Durante anos, toda a vida …
No meio desta roda sem sentido
Tu faze-me promessas grandiosas
E assim, por mais que tente, eu não consigo
Saber porque se murcham tantas rosas!
Coisas que trazes tu no coração
Que vão Alicerçando minha crença
E hoje são pura ilusão p’ra mim?
Tu continuas sempre Intransigente
Levando essas fobias de indiferença
Como se não me amasses loucamente!
ESPERANÇA
Eu tinha a minha vida destroçada …
Mas, por milagre, um dia tu surgiste
E nessa hora tão abençoada
Olhaste para mim e sorriste-me …
E logo eu alarguei meus horizontes,
Voando nessa tarde muito quente.
Nas Nuvens percorri vales e montes
E nessa ocasião senti-me gente,
Então, a primavera florescia,
Já não havia nem Outono Inverno …
Eu nem acreditei … sorria Tudo …
Liberto da prisão que me prendia,
Meu Coração Feliz, encontrou dono,
E felicidade ressurgia um!
Frustração
Tu pintas este quadro tão, tão negro
Que não vez nele qualquer ponto branco
Eu tento perceber e não percebo
Onde queres chegar … Para ser franco! …
Mais Que sentimentos mesquinhos, pobres!
Vês Se, de facto, o quadro pintado assim
E este viver te causa tanto enfado,
Aonde estão teus sentimentos nobres?
Se meu viver o sonho tanto espreita
E não consegue ver nem céu Etéreo
A causa do pecado, da maleita,
Eu deixo tão-somente de escrever
Pois que este amor que agora me rejeita
Viver Já não traz-me vontade de!
TEU OLHAR
No teu tão doce olhar fresco, brilhante
Eu vejo um arco íris e deveras
Vou recordá-lo sempre, a cada instante
Veneras pois sei que é que me nesse altar
De mãos erguidas, em constante prece,
Te peço no mais puro sentimento
Que essa alegria nunca, nunca cesse
E faça nulo qualquer sofrimento.
Se outros olhos em meu olhar parasse,
Talvez pudesse ver outros olhares
Mas mesmo esses olhares que abraçasse
E tropeçasse por caudais infindos,
Te peço para os teus não me negares
Pois como os teus não há outros tão lindos!
CABELOS Loiros
Era um menino de cabelos loiros
Mais parecendo um Trigal maduro,
O cabelo aos cachos tesoiro Era um
Que nos erguia ao espaço sideral.
A vida corre, corre sem parar
E com ele nada foi diferente.
Foi criança, com outras a brincar,
Estudou o ambiente e espaço,
Também estrelas Constelações e
Que Deus não foi lindo céu espalhando
E com essas lições aprendendo,
Aquilo que em nós há de mais sagrado
E hoje o homem, um Deus vai louvando
Se ao piano Ele está sentado.
-
A COR MAIS BELA
Publicado em Fevereiro 9th, 2010 Sem comentáriosÉ tanta essa vontade de dizer
Quão importante tu és para mim!…
Mas toda esta ansiedade de te ver,
Impede que a mensagem chegue ao fim.Com essa inquietação que me devora
Os dias que por bem seriam meus
São lágrimas, tristezas e hora a hora,
Meus pensamentos voam para os teus.E eu na perspectiva desse quadro,
Transponho os vãos limites desta tela
E com meu sentimento me resguardo.Ainda que pintor muito imperfeito,
Procuro entre as cores a mais bela,
Para que viva sempre no teu peito! -
A MENSAGEM
Publicado em Fevereiro 9th, 2010 1 comentárioBem sei que é pequena esta mensagem
Mas as palavras que daqui te escrevo
Levam meu amor nessa bagagem
Que traduzir às vezes não me atrevo.Irias ter-me como um pobre louco
Se confessasse o tanto que te quero
E esse tanto é p’ra ti tão pouco
Que às vezes fico aqui em desespero.Amor, com todo o meu calor sem par
Eu te daria toda a mordomia,
Que neste mundo pudesse encontrar.Não vejas pois em mim um triste pobre…
Pois, sei que mais feliz me sentiria
Se fosse teu, meu sentimento nobre! -
FAVOS DE MEL
Publicado em Fevereiro 9th, 2010 Sem comentáriosAi meu amor, quantas saudades tuas!
É que esta solidão é bem maior
Quando as minhas palavras ficam nuas
E eu, pobre mortal, dor em sucumbo.E em vão eu te persigo, te procuro
No escuro dessas horas mais incertas.
E aqui, no labirinto mais obscuro
Eu canto como os poetas cantam.Ai! Se algum dia o engenho e a arte
Comigo repartissem uma parte
Do que eu preciso para te escreverEu gravaria aqui, neste papel ,
Palavras doces, tais favos de mel
Com que adoçava Todo o teu viver! -
COMO UM IRMÃO
Publicado em Fevereiro 9th, 2010 Sem comentáriosSejas polaco, austríaco ou francês,
Letão, jordano, russo, lituano,
Cubano, timorense ou angolano,
Ou mesmo, brasileiro ou português,Chileno, argentino ou ugandês,
Malaio, espanhol, moçambicano,
Romeno, indonésio, peruano,
Haitiano, zairense, finlandês,Ucraniano, sírio ou sueco,
Croata, marroquino, cipriota,
Hondurenho albanês guatemalteco,Chinês, americano ou alemão,
Se a paz para ti não é palavra morta,
Sorri, porque és p’ra mim como um irmão! -
A INCERTEZA QUE DEVORA
Publicado em Fevereiro 5th, 2010 Sem comentáriosNem sei se eu tenho sempre razão,
Mas são tantas as vezes que pergunto,
Se o teu, meu coração entenderá
Quando estamos longe ou mesmo bem junto.
O meu amor, não sei se é verdade
Aquilo que esta sente minha alma,
Será que é somente uma ansiedade,
Que me constrange muito … Simplesmente - –
É sentimento onde me acorrento.
Mesmo dentro das mais doces vivências,
Surge como se fosse um lamento
E essa dúvida que de hora a hora,
Destrói as gratas experiências mais …
Tal incerteza, aos poucos me devora.
-
VOLTAR ATRÁS
Publicado em Agosto 5th, 2009 1 comentárioAi se eu pudesse voltar para trás,
Tudo fazer de forma diferente,
Apraz dizer somente aquilo que
E de cabeça erguida em frente andar …
Pudesse à vida dar um novo rumo
Diferente do que ela se Tornou,
Talvez com que aquilo que me consumo
Pudesse por de lado, quem sou ser.
Ai se eu tivesse seguido outra trilha
Que mais agora não consigo encontrar
Talvez aquela que estrela que ainda brilha,
Enquanto desamor em regurgito,
Tal qual o rouxinol em Canaviais,
Pudesse ainda cantar canções de amor
-
Pai
Publicado em Agosto 5th, 2009 Sem comentáriosEu sei, meu pai, não foste um grande pai
E sei que tudo isso te consome…
Mas nódoa assim em qualquer pano cai,
Que importa se o teu erro foi enorme?
Se tu és a razão do meu viver
Pois foste tu que me trouxeste à vida
E quero essas tristezas esquecer
Por mais funda que seja essa ferida
Se visses nesta vida o que eu passei
E tudo o que já fiz de tão errado,
Irias, concerteza, estarrecer…
Por isso, esquece tudo porque eu sei
Que só o ter-te aqui bem ao meu lado
Me vai dar novas forças p’ra viver
-
Pai 2
Publicado em Agosto 5th, 2009 Sem comentáriosAgora, quando a casa ele regressa
Já noite dentro, morto de cansaço,
Apenas uma coisa lhe interessa:
Afagar seus filhinhos no regaço!
E ali, já sem ter pressa nem canseira,
Olha através do vidro da janela,
Perscruta o infinito à sua beira
E vê como se fora uma aguarela
Bem perto, a esposa trata do jantar.
Se de repente lhe oferece beijo,
Parece que se eleva lá no ar.
E, agradecido, lança este desejo:
Se for um sonho não vou despertar
Pois seu amor é tudo o que eu almejo!


