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Blog do escritor português Luis Abisague
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  • Saudade

    Publicado em Maio 5th, 2010 admin Sem comentários

     

    Apenas faltam sete longas horas,

    Para de novo eu estar em casa,

    No nosso quarto que tanto adoras,

    Mas se outrora o tempo tinha asas,

     

    Voando à velocidade da luz

    Que ele recebia a partir do sol.

    Sem ti, aqui, já nada me seduz

    E o tempo tem passo de caracol.

     

    Eu volto, sem vontade de voltar

    E vivo, sem vontade de viver

    Quando olho o quarto tão vazio assim,

     

    Logo me dá uma vontade de chorar,

    Com uma saudade de morrer

    Que aumenta mais e mais, dentro de mim.

  • Publicado em Março 29th, 2010 admin Sem comentários

    CORRENTES DE AMOR

     

    Não sabes quanto Eu te quero bem,

    Quão importante tu és para mim

    É que este amor jamais eu dei um alguém,

    Eu sei que não existe amor assim!

     

    E tudo que de mim se desejasse

    Minha alma sempre foi mais comedida

    Às vezes esperava que parasse

    De reclamar as coisas desta vida.

     

    Naquele tempo era tudo conforme

    E até ao dia em que me apareceste,

    Toda essa dor me parecia enorme!

     

    Agora aqui procuro com ardor

    Mostrar-te de que forma me prendeste

    Nas mais fortes correntes deste amor!

    PORTO DE ABRIGO

     

    Agora são tão longas noites minhas

    Que nelas não enxergo uma linda aurora,

    Fustiga-me com seus fortes açoites

    Esta imensa saudade que devora.

     

    Ao ver aqui o teu lugar vazio

    Não tenho mais nada que me acalente.

    Meu coração tão só se sente frio

    Porque partiste assim, tão de repente.

     

    Preciso dos teus beijos, teus abraços

    E do teu corpo pleno de calor.

    Volta p’ra mim, dominam-me os cansaços!

     

    Eu quero partilhar contigo Meu Lar,

    Dizer-te como é grande o nosso amor,

    Fazer de ti o meu porto de abrigo!

    A Ilusão

     

    Olho uma montanha além, tão imponente,

    E Majestosa, senhora de si

    E sinto, quando estou à sua frente,

     

    E quando um olho Altaneira tão assim,

    Seu cume Prestes a chegar ao Céu,

    Eu penso sempre na melhor maneira

    Trespassar de um mundo que é só seu.

     

    Eu sei que essa missão é arrojada,

    Talvez se recorrer à escalada

    Eu POSSA conquistar algum troféu!

     

    Pobre de mim, tão pobre o sonho meu

    De conquistar um vir o infinito,

    Poder tocar no céu. Meu pobre mito!

     

     

     

     

    O  PAI

    É tema para mim tantos versos

    Que venho a escrever para ninguém,

    Âncora forte em tempos adversos

    Razão sustém que deste-me viver

     

    Porto Seguro, sempre a Proteger

    Seus filhos das Agruras Desta Vida.

    Vive por si, vai morrer por enguias

    Se tal lhe for requerida crueza.

     

    E quando mais essa amargura se instala

    E não deixa chegar o pão há mesa

    Em um lágrimas sós com o seu Deus fala:

     

    - Meu querido Pai, Santo de Israel,

    Protege da incerteza meus filhinhos

    E deixa ser só eu quem beba o fel!

    TEMPO INGRATO

     

    Que ingrato o tempo,

    Sempre a contrariar

    O nosso pensamento! …

     

    Quando queremos

    ande depressa que,

    E corra sem parar,

     

    Parece que regressa no tempo

    Ao mesmo lugar

    Sem qualquer sentimento …

     

    Caminha lento, lentamente,

    Docemente, devagar,

    Como se mil calvários

    Tivesse de Enfrentar!

     

     

     

    Mas quando queremos

    Que passe devagar

    Ele corre, corre sem parar,

    E, como brisa suave,

     

    Que correr passa um

    Vem-nos abraçar

     Praça da nenhum meio

    Aqui, ali, em qualquer lugar!

     

    É assim o tempo,

    Perdesse num instante,

    Ganha-se num momento!

     

    Maroto, maroto sim

    Porque estás roto

    E não gostas de mim …

     

    Malandro, tremendo!

    Ou será que não te entendo?

    Não sejas assim,

    Não sejas mau para mim!

     

    E neste pensar desmesurado

    Eu fico a resmungar, chateado

    E a cismar meio vario,

    Fazendo disso também o meu calvário!

     

    E envolto neste Desnorte,

    Lamento o meu Fadário,

    A minha triste sorte!

     

    É que na vida,

    Por coisas do diabo,

    Parece que estou sempre

    Do lado errado e redigo

    E maldigo a minha sorte,

    Como se fora coisa de perigo

    Ou Morte de …

    E, afinal,

    É dor de umbigo.

    Que forte!

     

     

    UMA NOVA  POLITICA

    Eu penso que o Comunismo

    Se perdeu completamente

    E mesmo o socialismo

    Em nada lhe é diferente

     

    E até o capitalismo

    Um já foi chão que deu uvas,

    De mão dada com o fascismo

    OS Andam sempre Sanguessugas

     

    Mas ser anarquista, não

    Que não interessa um ninguém,

    É uma boa ocasião

    P’ra se procurar o bem

     

    Mas quando passo em revista

    Sistemas ditos normais

    Nenhum Já me salta à vista

    Porque todos são iguais

     

    Pois eu digo sempre que tal

    É verdade nesta insista

    Não vejo brotar o trigo

    P’ra que a fome não Persista

     

    Por isso, somente resta

    Na minha divagação

    Dizer que nada nos presta

    Como boa solução

     

    Não sendo este o meu fado

    Procuro seguir na pista

    De um modelo de estado

    Que seja mais humanista

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Parias OS

     

    Aonde encontrareis carinho, afecto

    Ó parias Pessoas que não sois mais.

    Buscais ver um oásis no deserto

    Mas está seco e vago. Isto é demais!

     

    Perdidos, rejeitados Pela Vida

    Vergai-vos uma desventura amarga esta 

    Envoltos não negror dos enjeitados

    Buscai um outro amor, falsa ternura.

     

    Segui de rua em rua, sem ter norte

    Olhando lá no céu o passarinho

    Que quer mostrar-vos uma realidade

     

    Ai quem vos dera ter uma sorte sua!

    Se alguém vos indicar esse caminho,

    Um dia encontrareis Felicidade

     

     

     

     

     

    MEDOS

     

    Se temes Enfrentar sozinho uma vida

    Com todo o Aliciante que ela tem,

    A tua experiência é pervertida

    E são os medos que te retêm ainda.

     

    Eu quero-te dizer que não te entendo, 

    Se bem que te perceba muito bem.

    Eu também tenho os meus onde me prendo,

    Os que vão e voltam também que os

     

    Pois eu te digo, são tantos os medos

    Que alguns já me roubaram meus sonhos,

    Em labirintos mil, cheios de enredos.

     

    Não Temas esses medos que las

    Te Pranto em Deixaram os teus olhos,

    Enfrenta-os num olhar e segue em frente!

     

     

     

     

     

    VIVO POR TI

     

    Teres Como é Possível na cabeça

    Ainda em Que confusão inútil

    Que por motivos fúteis aconteça

    Um dia perecer esta paixão

     

    Ela me torna humilde escravo teu

    A quem eu sirvo assim, Devotamente,

    O  Meu Viver que já não é só meu

    Por tua vida vive alegremente

     

    Se tal acontecesse qualquer dia

    A minha vida agora um renascer

    E envolta neste enleio de alegria

     

    Perecer Iria … Por Ti Vivo

    Pois descobri que todo o meu viver

    Quis Renascer no dia em que te vi

     

     

     

     

    A FORÇA DO AMOR

     

    Com estes olhos tristes, marejados,

    Buscando, ansioso, com belas palavras mais,

    Te entrego os meus segredos bem guardados

    Num coração aonde só tu lavras.

     

    Não queiras essa dor que já senti

    E o que ela representa para os dois,

    Pois, desde o dia em que te conheci,

    Findou o que era antes, depois então …

     

    E agora que vivemos novo tempo,

    Que para nós pelo Pai foi reservado

    Para Viver momento após momento,

     

    Esqueço todo o resto, toda uma dor

    Porque acredito que este nosso fado,

    Se canta com uma força do amor.

     

     

     

     

     

    HISTÓRIA QUE FAZ SENTIDO

     

    Se um dia tu vieres a entender

    Ó p’ra mim que é viver com Teu amor,

    Entenderás como é fácil viver

    Sempre ao teu lado, onde quer que for.

     

    Se sentes segurança Entre as Muralhas

    Que à nossa voltam crescem em quadrado,

    Até posso entender que, TENDO falhas,

    São sempre para nós maior resguardo

     

    É este o meu desejo mais sagrado:

    Que toda essa amargura que passei

    Seja p’ra nós história, passado

     

    E quando SUSSURRAR no teu ouvido

    Que te amo e que p’ra sempre te amarei

    É porque a nossa história faz sentido

     

     

     

     

     

    PALAVRAS COM ASAS

     

    Queria que as palavras asas Fossem

    Para voarem cheias de quimeras

    Duas E que brilhassem como Brasas

    Nas penas dos poetas de outras eras

     

    Que Fossem tão suaves e tão doces,

    Como são doces os favos de mel

    Fossem E para onde quer que fosses

    P’ra expurgar de ti o amargo fel

     

    Em troca ver em sonhos, lindos sonhos

    Teus olhos tão risonhos um brilhar

    Olvidar E OS DIAS enfadonhos

     

    E por de lado todo essa amargura,

    P’ra QUE NÃO POSSA nunca mais voltar

    Um nossas vidas, de Ventura plenas.

     

     

     

     

     

    TEUS PASSOS

     

     

    Agora eu sei, minha mulher da vida,

    Que te amo muito além p’ra não ser meu

    E não me deixes nesta dor sentida

    Mas vem ouvir o que te vou dizer …

     

    E lado a lado, FAREMOS poemas,

    Com Arte pintaremos nossa vida,

    E rosas sem espinhos, temas Serão

    P’ra toda este ternura desmedida.

     

    Cantemos a mais bela melodia

    Que nos ensina a amar em cada dia

    E torna a nossa vida tão diferente

     

    E se quiseres dar-me essa alegria

    Nós viveremos nesta fantasia

    E eu te seguirei eternamente.

     

     

     

     

     

     

    A LUA CHEIA

     

    Tu és uma linda flor do meu jardim

    Que um dia, sem querer eu encontrei

    És rosa, margarida, até jasmim,

    Qual Açucena, Lírio nem sei …

     

    Tu és Camélia ou mesmo malmequer

    Que pelo imenso vale se estendeu,

    Mas podes ser uma flor qualquer outra,

    A quem este cativo se rendeu.

     

    Mas se às vezes és um girassol

    Que para o astro rei sempre se inclina,

     Embaído Eu sigo o mesmo sol

     

    E dentro desse sonho que me enleia,

    Em cada rua e em cada esquina

    Em ti sinto o brilhar da Lua Cheia

     

     

     

     

       Jóia A MAIOR

     

    Ao contemplar aquele rosto lindo

    E ver os seus olhinhos tão brilhantes,

    Pareço navegar no espaço infindo,

    Por entre mil estrelas Cintilantes.

     

    Se de repente fixo uma bela face,

    Eu fico envolto nesse Seu Olhar

    Eu sigo numa caravela fatua

    A noite de navegar em luar

     

    A tão perfeita sua boca linda,

    É cheia de beleza e sedução

    E ela é p’ra mim, uma jóia Eleita

     

    Que enfeita este meu pobre coração

    E seja pela noite ou pelo dia,

    Apenas a seu lado sentia-me.

     

     

     

     

     

     AGRADECIMENTO

     

     

    Já vejo em teu olhar O Doce Brilho

    Que faz brilhar o mundo à minha volta

    E em qualquer caminho dos que Trilho

    Uma luz me atrai, me prende, não me solta

     

    E esse olhar me anima, me fascina

    E seja p’la manhã, ou noite fria

    O seu fulgor me cerca, Ilumina-me

    Eu não posso acreditar que não cria.

     

    E Desde o arrebol até a aurora

    Percorro sensações que não pensava

    E parto errante pelo mundo fora.

     

    Agradecendo a Deus, por num momento

    Mudar a vida triste e desregrada,

    No maior e mais puro sentimento.

     

     

     

     A SAUDADE

     

    Quero falar-te, amor, quero falar

    Da dor que me retalha todo o peito

    E dessa ânsia de poder estar

    Abraçadinho a ti, não nosso leito

     

    Desejo meu, desejo que não vejo

    Ser mais real, será que te perdi?

    Não pode ser que esse meu desejo

    É meu ensejo desde que te vi!

     

    E todo esse calor do teu Regaco

    É para mim remédio p’ra curar

    A dor que me provoca tal cansaço

     

    Sei que ainda não foi há muito tempo

    Que a vida nos levou separar uma

    Mas sei que esta saudade é dor infinda.

     

     

     

     

    CADA DIA MAIS TE QUERO

     

    Tu és um doce aurora da manhã

    Que um coração refulgir um anima,

    Tu és irmã essa almejada Alma

    Que brilha no meu sol sempre a sorrir

     

    Ao Gravitar no teu Sol Radioso

    Eu sei que estou seguro do perigo

    Por isso, para mim o mais valioso

    E poder ser o teu melhor amigo

     

    Teus Olhos de pureza transparente

    Fizeram maior calor Renascer

    Num beijo tão inocente e singelo

     

    E dele brotou nosso grande amor

    Intenso, do mais puro e tão ardente

    Que sempre te amarei por onde for

     

     

     

     

     

     Ingratidão

     

    Naquela hora em que Cruzei contigo

    Me apaixonei por ti e de repente

    Tu me Traíste e agora eu não consigo

    Saber porque razão foi diferente …

     

    Dizias nos meus olhos que me amavas

    E tanta, tanta vez o repetiste

    Que acreditei que aquilo que falavas

    Era o amor, mas ele não existe.

     

    Dia após dia, dei-te os meus abraços

    É apertei-te forte entre os meus braços,

    Quando outros não te davam atenção.

     

    O tempo me mostrou que esse meu sonho

    Me trouxe um sofrimento vão, medonho,

    Perante essa tamanha ingratidão!

     

     

     

     

     

     

    AS SARDAS

     

    As tuas sardas te fazem diferente,

    Escondem um sorrir Cândido, leve

    Que causam tanta inveja a tanta gente

    Que não se compreende nem percebe.

     

    E eu como quando beijava ternamente

    Espalhadas pela cara, me senti

    Como se fosse um príncipe ELOQUENTE

    Que, apaixonado, só te via a ti.

     

    Preguem-me à Cruz em todos os calvários,

    Noite após noite, eu sofra meus fadários,

    Se algum dia eu puder te esquecer

     

    E venham Marinheiros ou Corsários,

    E tempos vis, daqueles mais Precários,

    As sardas ATÉ MORRER lembrarei.

     

     

     

     

     

     

    LINDA ROSA

     

    Que foi  feito de ti, ó linda  Rosa,

    Diz-me em que vale agora tu estás

    Embalas Ainda tu, doce, Formosa,

    Aquele coração cheio de paz?

     

    Ainda buscas a paixão perdida,

    Ó linda flor que adejas Jardim não,

    Esqueces essa dor em ti nascida

    FIM Ou vais perpetua-la até ao?

     

    Recolhe o que sonho Rasgou  teu céu,

    Esquece esse amor louco já perdido

    E foge dessa dor que te apar’ceu.

     

    Que tal como o faminto busca o pão

    Tu: gritas melhor fora ter morrido

    Do que viver tão grande solidão!

     

     

     

    DESPEDIDA

     

    Quando a chorar te foste despedir,

    Deixaste em mim gravado este poema,

    Disseste-me o teu alvo E o teu lema

    Depois correste, tinhas que partir.

     

    Nós éramos pequenos p’ra sentir

    Tão valioso amor em sua gema

    Mas mesmo assim, não cheiro da alfazema,

    Sentimos uma amizade a sorrir nos!

     

    E Afago como tranças desse teu cabelo,

    Perdido desde o tempo em que sofri

    E o teu amor partia num desvelo …

     

    Lágrimas E eu vivo em uma nostalgia,

    Que agora, em solidão, eu descobri

    Quanto te amei desde o primeiro dia …

     

     

     

     

    CARTA

     

    Há muito tempo quero pôr uma carta

    Em tua fadada tão nobre e mão

    Mas temo que tanto ela apague e parta

    Uma esp’rança que me enche o coração

     

    Mas tenho que findar com esta dor

    Pois sinto ser tão grande esta tristeza

    Que que ela seja do tamanho de

    Maior não é levar-ta, com certeza

     

    Que PODERÁ fazer uma pobre alma

    Que nesta solidão não sente calma

    E lança nos meus braços esta pena?

     

    Se partilhar uma dor que vive em mim

    Talvez eu POSSA ter um dia assim

    Um tipo de vivência mais serena.

     

     

     

    HORAS TÃO Dolorosas

     

    As tardes vão passando tão chorosas

    No meu silêncio. Quietude Estranha!

    São horas e mais horas dolorosas,

    Sabor amargo, de virtude pobre.

     

    E essa alegria foge e eu finjo bem

    Quando de mim se aporta alguma vez

    Alguém e atinjo bem nos seus olhos

    Inveja talvez por me ver sorrir, ….

     

    Seja lá o que for … Estou bem certo

    Que ainda terei muita, muita dor

    Se continuo assim de peito aberto.

     

    Se dessas longas horas, mas, Sombrias

    Um dia este meu corpo para Liberto,

    Então posso viver por longos dias.

     

     

     

     

     

    SEM VALOR

     

    Olhas p’ra mim, pequeno, sem valor

    Talvez por me encontrares assim vestido.

    Tu não consegues penetrar na dor

    Aonde Rodopio, aqui, perdido.

     

    Mas, afinal, não faz qualquer diferença!

    Se apenas sou p’ra ti doce parceiro,

    Transforma o pensamento numa crença

    E do meu corpo faz teu companheiro.

     

    Se vives no teu sonho - uma fidalguia,

    Estou bem certo ainda que, qualquer dia

    Eu POSSA ser teu príncipe encantado.

     

    E quando, cavalgando, a ti chegar

    Possas Tu te encontrar finalmente

    Para vivermos sempre lado a lado.

     

     

     

    HORAS DE TRISTEZA

     

    Horas Amargas, de dor e tristeza

    Que nos derrubam toda a paciência.

    E um e grandes e pequenos a quem for

    Dão amargor de enorme transcendência.

     

    Arrastam-nos num sonho, de mãos dadas

    Com fatalismo imenso, num vai-vem …

    Nesta constelação de horas tão marcadas

    Eu não enxergo nada nem ninguém ….

     

    E vivo neste Verão com tanto frio

    Frente a um jardim de rosas, tão vazio,

    Que só me faz sentir tristeza e dor.

     

    E espero que alguém passe calmamente,

    Sorria para mim e que me abrace

    E traga algum calor até meu peito!

     

     

     

     

     

     

    RECORDAÇÃO  

     

    Na tarde desse pardacenta Abril

    Aonde a Primavera não chegava,

    Corria estrada  Fóruns p’lo Cabril,

    Por monte e vale, a ver se te encontrava.

     

    E, afinal, tu estavas tão perto …

    - Recordas-te?  Banhada em tua mágoa,

    Ficavas lá, no teu pensar discreto,

    Lançando Pensamentos para a água!

     

    Foi nessa hora, sem saber que era o

    Eu percebi que tu eras diferente,

    E em ti reencontrei a primavera

    Quando Lancaste ao sol sorriso ingente!

     

    E da felicidade que sentias

    Por entre uma inocência  bela e pura,

    Com lágrimas, de despedias te de mim

    Levando no teu peito essa ternura …

     

     

    LOUCURA!

     

    Sabes bem, só por ti, não és bonita,

    Mas mesmo assim és muito convencida!

    E estás constantemente fazer uma fita

    Tantos Durante anos, toda a vida …

     

    No meio desta roda sem sentido

    Tu faze-me promessas grandiosas

    E assim, por mais que tente, eu não consigo

    Saber porque se murcham tantas rosas!

     

    Coisas que trazes tu no coração

    Que vão Alicerçando minha crença

    E hoje são pura ilusão p’ra mim?

     

    Tu continuas sempre Intransigente

    Levando essas fobias de indiferença

    Como se não me amasses loucamente!

     

     

     

     

    ESPERANÇA

     

    Eu tinha a minha vida destroçada …

    Mas, por milagre, um dia tu surgiste

    E nessa hora tão abençoada

    Olhaste para mim e sorriste-me …

     

    E logo eu alarguei meus horizontes,

    Voando nessa tarde muito quente.

    Nas Nuvens percorri vales e montes

    E nessa ocasião senti-me gente,

     

    Então, a primavera florescia,

    Já não havia nem Outono Inverno …

    Eu nem acreditei … sorria Tudo …

     

    Liberto da prisão que me prendia, 

    Meu Coração Feliz, encontrou dono,

    E felicidade ressurgia um! 

     

     

     

     

     

     

     

     

    Frustração

     

    Tu pintas este quadro tão, tão negro

    Que não vez nele qualquer ponto branco

    Eu tento perceber e não percebo

    Onde queres chegar … Para ser franco! …

     

    Mais Que sentimentos mesquinhos, pobres!

    Vês Se, de facto, o quadro pintado assim

    E este viver te causa tanto enfado,

    Aonde estão teus sentimentos nobres?

     

    Se meu viver o sonho tanto espreita

    E não consegue ver nem céu Etéreo

    A causa do pecado, da maleita,

     

    Eu deixo tão-somente de escrever

    Pois que este amor que agora me rejeita

    Viver Já não traz-me vontade de!

     

     

     TEU OLHAR

     

    No teu tão doce olhar fresco, brilhante

    Eu vejo um arco íris e deveras

    Vou recordá-lo sempre, a cada instante

    Veneras pois sei que é que me nesse altar

     

    De mãos erguidas, em constante prece,

    Te peço no mais puro sentimento

    Que essa alegria nunca, nunca cesse

    E faça nulo qualquer sofrimento.

     

    Se outros olhos em meu olhar parasse,

    Talvez pudesse ver outros olhares

    Mas mesmo esses olhares que abraçasse

     

    E tropeçasse por caudais infindos,

    Te peço para os teus não me negares

    Pois como os teus não há outros tão lindos!

     

     

     

     

     

     

    CABELOS Loiros

     

    Era um menino de cabelos loiros

    Mais parecendo um Trigal maduro,

    O cabelo aos cachos tesoiro Era um

    Que nos erguia ao espaço sideral.

     

    A vida corre, corre sem parar

    E com ele nada foi diferente.

    Foi criança, com outras a brincar,

    Estudou o ambiente e espaço,

     

    Também estrelas Constelações e

    Que Deus não foi lindo céu espalhando

    E com essas lições aprendendo,

     

    Aquilo que em nós há de mais sagrado

    E hoje o homem, um Deus vai louvando

    Se ao piano Ele está sentado.

     

  • A COR MAIS BELA

    Publicado em Fevereiro 9th, 2010 admin Sem comentários

    É tanta essa vontade de dizer
    Quão importante tu és para mim!…
    Mas toda esta ansiedade de te ver,
    Impede que a mensagem chegue ao fim.

    Com essa inquietação que me devora
    Os dias que por bem seriam meus
    São lágrimas, tristezas e hora a hora,
    Meus pensamentos voam para os teus.

    E eu na perspectiva desse quadro,
    Transponho os vãos limites desta tela
    E com meu sentimento me resguardo.

    Ainda que pintor muito imperfeito,
    Procuro entre as cores a mais bela,
    Para que viva sempre no teu peito!

  • A MENSAGEM

    Publicado em Fevereiro 9th, 2010 admin 1 comentário

    Bem sei que é pequena esta mensagem
    Mas as palavras que daqui te escrevo
    Levam meu amor nessa bagagem
    Que traduzir às vezes não me atrevo.

    Irias ter-me como um pobre louco
    Se confessasse o tanto que te quero
    E esse tanto é p’ra ti tão pouco
    Que às vezes fico aqui em desespero.

    Amor, com todo o meu calor sem par
    Eu te daria toda a mordomia,
    Que neste mundo pudesse encontrar.

    Não vejas pois em mim um triste pobre…
    Pois, sei que mais feliz me sentiria
    Se fosse teu, meu sentimento nobre!

  • FAVOS DE MEL

    Publicado em Fevereiro 9th, 2010 admin Sem comentários

    Ai meu amor, quantas saudades tuas!
    É que esta solidão é bem maior
    Quando as minhas palavras ficam nuas
    E eu, pobre mortal, dor em sucumbo.

    E em vão eu te persigo, te procuro
    No escuro dessas horas mais incertas.
    E aqui, no labirinto mais obscuro
    Eu canto como os poetas cantam.

    Ai! Se algum dia o engenho e a arte
    Comigo repartissem uma parte
    Do que eu preciso para te escrever

    Eu gravaria aqui, neste papel ,
    Palavras doces, tais favos de mel
    Com que adoçava Todo o teu viver!

  • COMO UM IRMÃO

    Publicado em Fevereiro 9th, 2010 admin Sem comentários

    Sejas polaco, austríaco ou francês,
    Letão, jordano, russo, lituano,
    Cubano, timorense ou angolano,
    Ou mesmo, brasileiro ou português,

    Chileno, argentino ou ugandês,
    Malaio, espanhol, moçambicano,
    Romeno, indonésio, peruano,
    Haitiano, zairense, finlandês,

    Ucraniano, sírio ou sueco,
    Croata, marroquino, cipriota,
    Hondurenho albanês guatemalteco,

    Chinês, americano ou alemão,
    Se a paz para ti não é palavra morta,
    Sorri, porque és p’ra mim como um irmão!

  • A INCERTEZA QUE DEVORA

    Publicado em Fevereiro 5th, 2010 admin Sem comentários

    Nem sei se eu tenho sempre razão,

    Mas são tantas as vezes que pergunto,

    Se o teu, meu coração entenderá

    Quando estamos longe ou mesmo bem junto.

     

    O meu amor, não sei se é verdade

    Aquilo que esta sente minha alma,

    Será que é somente uma ansiedade,

    Que me constrange muito … Simplesmente - –

     

    É sentimento onde me acorrento.

    Mesmo dentro das mais doces vivências,

    Surge como se fosse um lamento

     

    E essa dúvida que de hora a hora,

    Destrói as gratas experiências mais …

    Tal incerteza, aos poucos me devora.

     

  • VOLTAR ATRÁS

    Publicado em Agosto 5th, 2009 admin 1 comentário

    Ai se eu pudesse voltar para trás,

    Tudo fazer de forma diferente,

    Apraz dizer somente aquilo que

    E de cabeça erguida em frente andar …

     

    Pudesse à vida dar um novo rumo

    Diferente do que ela se Tornou,

    Talvez com que aquilo que me consumo

    Pudesse por de lado, quem sou ser.

     

    Ai se eu tivesse seguido outra trilha

    Que mais agora não consigo encontrar

    Talvez aquela que estrela que ainda brilha,


     Enquanto desamor em regurgito,

    Tal qual o rouxinol em Canaviais,

    Pudesse ainda cantar canções de amor

  • Pai

    Publicado em Agosto 5th, 2009 admin Sem comentários

    Eu sei, meu pai, não foste um grande pai

    E sei que tudo isso te consome…

    Mas nódoa assim em qualquer pano cai,

    Que importa se o teu erro foi enorme?


    Se tu és a razão do meu viver

    Pois foste tu que me trouxeste à vida

    E quero essas tristezas esquecer

    Por mais funda que seja essa ferida


    Se visses nesta vida o que eu passei

    E tudo o que já fiz de tão errado,

    Irias, concerteza, estarrecer…


    Por isso, esquece tudo porque eu sei

    Que só o ter-te aqui bem ao meu lado

    Me vai dar novas forças p’ra viver

  • Pai 2

    Publicado em Agosto 5th, 2009 admin Sem comentários

    Agora, quando a casa ele regressa

    Já noite dentro, morto de cansaço,

    Apenas  uma coisa lhe interessa:

    Afagar seus filhinhos no regaço!


    E ali, já sem ter pressa nem canseira,

    Olha através do vidro da janela,

    Perscruta o infinito à sua beira

    E vê como se fora uma aguarela


    Bem perto, a esposa trata do jantar.

    Se de repente lhe oferece beijo,

    Parece que se eleva lá no ar.


    E, agradecido, lança este desejo:

    Se for um sonho não vou despertar

    Pois seu amor é tudo o que eu almejo!